28 julho 2026

Jornalista sapeense toma posse na Academia Paraibana de Letras. Sindicato dos Jornalistas parabeniza novo imortal

Mário Hélio será empossado na APL dois anos após ingressar na Academia Pernambucana de Letras. Solenidade terá apresentação da Banda Santa Cecília



O jornalista e escritor sapeense Mário Hélio Gomes de Lima toma posse na Academia Paraibana de Letras (APL) na próxima sexta-feira (31). A cerimônia será realizada a partir das 18h, no Convento de São Francisco, no Centro Histórico de João Pessoa. Desde 2024, Mário Hélio também integra a Academia Pernambucana de Letras. A sede da APL abriga ainda o Memorial Augusto dos Anjos, dedicado a outro importante escritor nascido em Sapé.

A solenidade contará com apresentação da Banda de Música Santa Cecília, de Sapé. O grupo vai executar o Hino Nacional Brasileiro e músicas populares com arranjos clássicos.

Jorge Galdino - Presidente do Sindjor-PB

O presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Paraíba (Sindjor-PB), Jorge Galdino, parabenizou o mais novo imortal da APL. “É com muito orgulho que temos mais um jornalista no seleto grupo de imortais da Academia Paraíba de Letras. Nossos parabéns a Mário Hélio por mais este reconhecimento pelo seu trabalho dedicado à cultura, à literatura, ao jornalismo e às letras, mostrando o talento dos filhos de Sapé, essa terra que escolhi para viver”, disse Galdino.

Natural de Sapé e radicado no Recife, Mário Hélio é reconhecido nacionalmente como um dos principais intelectuais nordestinos. Ele ocupará a cadeira nº 15 da Academia Paraibana de Letras, antes pertencente ao mestre das artes gráficas Chico Pereira. Candidato único, o escritor foi eleito com 32 votos entre os 33 acadêmicos que participaram da votação na sede da instituição.

Mário Hélio (ao centro), ladeado pelos acadêmicos José Nunes (à esquerda)
e Ramalho Leite (à direita
) - presidente da APL.


Mário Hélio nasceu em Sapé, em 1965. Jornalista, poeta e professor, é mestre em História pela Universidade Federal de Pernambuco e doutor em Antropologia pela Universidade de Salamanca, na Espanha.

O autor tem vários livros publicados. Sua produção transita entre a prosa e a poesia, com temas ligados à antropologia, à sociologia e à reportagem biográfica. Entre suas obras está “Armando Monteiro Filho: Flashes da vida e do tempo”, biografia do ex-ministro e empresário pernambucano.

Entre os títulos de destaque estão “O Recife melhor do que Paris”, “Cícero Dias - Uma vida pela pintura”, “Livrório/Opus Zero”, “Brasil profundo, Espanha Negra” e “Casa-Grande e Senzala” – O livro que dá razão ao Brasil mestiço e pleno de contradições. Mário Hélio também assinou trabalhos sobre Manuel Bandeira, João Cabral de Melo Neto e outros nomes do modernismo. Sua obra mais recente é “Mosaico Paraibano” (2026), publicada pela Editora Arribaçã, de onde foram extraídas informações biográficas.

Além de repórter e colunista de literatura, Mário Hélio foi curador literário da Fliporto, coordenador-geral da Editora Massangana e diretor de Memória, Educação, Cultura e Arte da Fundação Joaquim Nabuco. Ele também é membro do Pen Club Brasil, entidade de escritores fundada no Rio de Janeiro, e da Associação Espanhola de Antropologia Aplicada.

Academia Paraibana de Letras

A Academia Paraibana de Letras é uma das principais instituições culturais da Paraíba. Fundada em 1941, a entidade tem 85 anos de atuação na valorização do patrimônio intelectual do Estado. Inicialmente, a APL contava com 11 cadeiras, número que depois foi ampliado para 30.

Em 1959, uma reforma nos estatutos criou mais 10 cadeiras, fixando o total em 40. A sede própria da instituição fica na Rua Duque de Caxias, no Centro Histórico de João Pessoa, e reúne a Biblioteca Álvaro de Carvalho, o Memorial Augusto dos Anjos, o auditório e as áreas administrativas.

Academia Pernambucana de Letras

Eleito em 12 de junho de 2023 e empossado em abril de 2024, Mário Hélio também é imortal da Academia Pernambucana de Letras. Na instituição, ele ocupa a cadeira 24, que tem Joaquim Nabuco como patrono. A vaga era do médico, ator e teatrólogo Reinaldo de Oliveira, morto em 2022. Terceira casa literária do Brasil, a Academia Pernambucana de Letras foi fundada em 26 de janeiro de 1901 por Carneiro Vilela e outros escritores.

Da redação do Sindjor-PB com informações das Academias de Letras da Paraíba e Pernambuco.


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